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Governo de RO bloqueia salário de 7,8 mil servidores

Na folha de pagamento de fevereiro próximo, Rondônia terá 48.189 servidores na ativa

A partir da próxima semana, o Diário Oficial do Estado de Rondônia publicará a lista com nomes de 6,5 mil servidores que não fizeram o recadastramento iniciado em outubro do ano passado. Eles terão salários bloqueados, mas poderão regularizar a situação logo em seguida a esse ato governamental.

Na folha de pagamento de fevereiro próximo, Rondônia terá 48.189 servidores na ativa. A cada mês, servidores transpostos e aposentados são excluídos desse total.

Dos 48,1 mil servidores, 41 mil enviaram documentação completa para o recadastramento e 21 mil foram aprovados, informou hoje (11) o diretor executivo interino da Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), Andrews José Vieira.

“Tão logo se regularizarem, os bloqueados terão seus nomes retirados na lista, dez dias após a sua publicação no Diário Oficial”, garantiu.

Civis, militares ativos, emergenciais e comissionados, pertencentes ao quadro da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Estadual, atualizam dados cadastrais no início de outubro do ano passado. No entanto, há situações pendentes que totalizam 14.329, somando-se aos reprovados.

Entre as falhas mais comuns constam a anexação de dois ou mais documentos num só arquivo eletrônico, quando o correto é individualmente; documentos ilegíveis; lotação incorreta.

“As pessoas podem consultar os departamentos de recursos humanos [RHs], para receber orientação a respeito de cada caso”, avisou Andrews Vieira. Alertando: “Mesmo depois de recadastrado, o servidor deve acompanhar a sua situação pelo portal do servidor”.

Deixaram de comunicar seus dados 6,5 mil pessoas. Direções de hospitais regionais apoiaram servidores, informou a chefe de núcleo Juliana Polli, da Segep. Ela disse que o órgão solucionou diversas situações de dificuldade, a exemplo do professor indígena Fábio Cinta-Larga, vinculado à Secretaria Estadual de Educação e morador na Aldeia Tenente Marques, interior do município de Espigão d’Oeste.

Trabalhando a 208 quilômetros da cidade, o professor é um dos responsáveis pela educação dos chamados cintas-largas Paábiey [“os de cima”] do rio Roosevelt. Sem energia elétrica na aldeia e sem outro documento que apontasse o real domicílio, ele assinou declaração, que foi devidamente reconhecida pela Segep.

Jocimar Guedes de Melo, técnica de saúde no Hospital de Base Ary Pinheiro, em Porto Velho, mãe de três filhos e com cinco netos, inteirou sua documentação na manhã desta sexta-feira. Ela trabalha há 34 anos no HB.

A lavadeira do HB Maria Neuza de Farias, 10 filhos [dois falecidos] e 11 netos, disse que participou de dois recadastramentos e corrigiu uma falha de documentação no mais recente. Ela mora em Cande.

 

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