Hermínio Coelho critica atuação de policiais ambientais em abordagem truculenta em suas operações .

Em seu discurso durante a sessão ordinária desta terça-feira (7), o deputado Hermínio Coelho (PCdoB) criticou a maneira truculenta com que os policias ambientais estão abordando os agricultores do Estado de Rondônia, após receber em seu gabinete, os moradores de Nova União com denúncias e reclamações.

Esses agricultores são os maiores produtores de arroz do Estado e trabalham dentro da legalidade. Eles pediram autorização da Sedam para usar a madeira morta que estava dentro da área de manejo para construção de galpões, e a Sedam autorizou. Quando eles estavam retirando a madeira morta, a Polícia Ambiental chegou e apreendeu o trator e dois caminhões que eles estavam utilizando no transporte da madeira. “Eles não tiveram sequer a oportunidade de explicar que tinham autorização da Sedam para transportar a madeira. Agora eles estão lá sem poder trabalhar e com muitos prejuízos”, explicou.

Hermínio argumentou que mesmo que os agricultores estivessem errados, eles mereciam ser tratados com dignidade e respeito pelos agentes públicos, pois pagam seus impostos e são trabalhadores honestos. “Quando o governador era o Confúcio Moura (MDB), a gente até esperava esse tipo de tratamento, agora com o Daniel Pereira (PSB) acreditamos que a situação melhore”, diz.

O deputado apontou que os agricultores irão recorrer ao Ministério Público para que os veículos sejam liberados o mais rápido possível. “Esse tipo de gente, que trata mal o trabalhador deve ser substituída.

“Somos pagos para tratar bem a população. O castigo não vem mais a cavalo não, agora ele vem pelas redes sociais. Se for preciso vou lá ao Comando da polícia gravar um vídeo e contar para todos como esses policiais tratam os trabalhadores. Espero que governador tome uma providência e substitua todos esses arrogantes”, argumentou Hermínio.

Caso Beron

O deputado falou da situação da dívida do Beron que soma hoje um montante de quase R$ 7 bilhões. Quando o Raupp entregou o Beron para o Banco Central, a dívida era de R$ 21 milhões. Depois de três anos o Banco Central devolveu a instituição financeira para Rondônia com uma dívida de R$ 520 milhões. A dívida foi parcelada em 30 anos e terminaria em 2028, mas foi suspensa em 2014 com a cheia do rio Madeira, sendo que já tínhamos pagado quase R$ 2 bilhões.

“Agora eles querem que aceitemos o acordo feito pelo ex-governador de Rondônia, Confúcio Moura, no qual será descontado, através do Fundo de Participação dos Estados (FPE), R$ 25 milhões durante 36 meses. Rondônia não tem condições de aguentar esse desconto”, argumentou Hermínio.

O parlamentar destaca que Rondônia não possui recursos para investir em saúde, educação, infraestrutura e que um acordo desses afundaria o Estado de uma vez por todas. “Não temos dinheiro para abastecer as viaturas, para cuidar dos nossos doentes, imagina para aceitar um acordo criminoso desses. Vou conversar com o Daniel, pois ele não pode colocar sua assinatura nesse acordo. Se ele aceitar, ficará conhecido como o governador que não foi a reeleição com a população tanto pediu e ainda por ter assinado esse acordo”, finalizou.

Autor / Fonte: ALE-RO

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